segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A DOPAMINA E O NOVO CPC


A DOPAMINA E O NOVO CPC

Passei a participar do seleto grupo de homens e mulheres de bem que tem entre si a única ambição de antever o uso e aplicação do novo CPC brasileiro e suas virtudes e necessidades de mudança.

Ontem em um debate acadêmica mais acalorado, em que os ânimos se elevam com benefícios indiscutíveis as faculdades intelectuais, por, entre outros fatores, o bioquímico, a descarga de dopamina que entra no circuito do corpo humano por impulso do debate, o que é salutar se controlado.

Esta descarga de dopamina, me fez lembrar que Walt Disney foi acusado de, na guerra fria, buscar modificar o pensamento dos opositores, por descargas de dopamina excessivas que que desnorteiam a fazem perder o sentido de realidade passando a ilusão a dominar o sentido da realidade pela contido nos "cartoons" animados.

No Brasil, os mestres de marketing e criação de elevação dos encargos tributários a (des)serviços dos governos, desde que me lembro na década de 70 do "este é um país que vai pra frente" em diante, nunca a descarga emocional criando o ludibrio foi tão usado de forma maciça e debochada, quando entrando em ritmo de ser descoberta voltando ao sentido de realidade a população atônita é tomada de nova descarga, como a economia, me permitam a verdade em completo desandamento, vamos tratar do assunto do mosquito que passou a ser mais importante, vital, senão todos morremos, quando nos damos conta da realidade nova descarga de dopamina virá, os marqueteiros dos governos e interesses corporativos, como pragas vivem disto.

Ao ser editado o novo CPC em 2015, nova dopamina foi descarregada na população com um ano de espera levou a crença, em euforia ilusória do domínio do governo em relação ao povo de que as soluções do Judiciário brasileiro estariam neste documento legislativo, e, o que é pior, deixando como significativo para elevar este conceito como verdadeiro, como pedra fundamental, a forma como foi concebido, democrático, "ouvindo" a sociedade com pesados 5 anos de estudos e coletas e que não seriam alvo de nenhum problema próximo ou futuro. (disponível no google na pesquisa – blog o novo cpc e o excesso de litigiosidade).

Em 2015  passei a analisar por partes (só fiz duas porque não vi da parte das pessoas que me acompanhavam interesse), o texto legislativo em questão, e, de cara, logo vi que se tratava de descarga de dopamina, porque não resolveria os graves males que afligem o Judiciário brasileiro (e haverá de parecer o Moro dos Moros para endossar e comprovar o que falo agora, principalmente, pelas estatísticas mapas de favorecimento do Judiciário enriquecimento de membros ilustrados e o que é pior escritórios que enriquecem do dia para a noite, como pragas na lavoura, as custas de ações de massa, que em nada são críveis de serem jurídicas ou dignas de pertencerem ao Judiciário, e, contra estas demandas o novo texto nada tem a opor, logo nada vai mudar, baixem a dopamina, pisem o pé na realidade e vamos todos resolver a crise de empobrecimento de qualidade do Judiciário, capenga e quase morrendo no sistema dominante.

Não falo isto sozinho as agências de direitos humanos internacionais e de classificação de risco endossam o que falo, basta pesquisar.

O Ministro Gilmar Mendes disse e está na mídia para ser pesquisado, que vivemos uma crise de "cleptocracia", acrescento, em todos os níveis e esferas de poder.

Mas isto não é verdadeiro em relação aos bons e honestos homens públicos que servem e dão seu sangue todos os dias, sem dopamina todos os dias a causa de servir ao público e serem brasileiros, e, por existirem, merecem ser honrados, dignificados, controlados e multiplicados.

Tais homens chegam a crer, porque prestam relevantes serviços, que as causas que prestam e devotam serviços, aliados aos seus bolsos vazios de conteúdos estranhos aos seus méritos, é suficiente para devotar a reputação extensiva aos demais membros de sua classe, como o caso do Sr. Dr. Luiz do grupo do novo CPC, no dia de ontem.

Respondi, que o sistema precisa ser modificado, porque além de existirem os maus, estes se servem da imagem dos bons para se iluminar.

A defesa que o Sr. Dr. Luiz fez de sua atividade límpida e isenta, porém não desejosa de ser controlada externamente (o que divirjo porque aí teremos controle sobre bons e maus e decidir em era de plena visão não é divisão de cultos e incultos, é mera oportunidade de usar atributos públicos em regime do intelecto próprio em favor do bem comum, logo atividade pública passível e necessária de ser controlada para acabar com os males e pragas que hoje campeiam e debocham dos bons.

Os bons Sr. Dr. Luiz. são alvo, em verdade do deboche de pessoas que estão com interesse somente do escárnio, vale a lembrança da piadinha do Joãzinho e Luizinho, que entrando na puberdade vão de sacanagem perguntar a vovó como nascem os bebês, esta, ao interesse de proteger as crianças conta a estória da cegonha, do que os meninos intrépidos entre si depois se comunicam indagando se contam ou se deixam a velhinha na ilusão. Então Sr. Dr. Luiz., com o agradecimento da dopamina que me fez escrever estas mal traçadas linhas, não se deixe ser a boa velhinha no meio dos lobos, com a devida venia.


Héli0 Barreto dos Santos Filho

08 de fevereiro de 2016.